Para enfrentar pandemia, estiagens e inundações, Estado priorizou investimentos em saúde, infraestrutura e reconstrução
Medidas adotadas nos últimos oito anos buscaram proteger a população e fortalecer a resiliência do território gaúcho
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Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul enfrentou três grandes crises que desafiaram a capacidade de resposta do poder público: a pandemia de covid-19, as estiagens recorrentes e as inundações históricas de 2023 e 2024. Diante desses cenários, o governo do Estado adotou medidas emergenciais e estruturantes, com investimentos em saúde, infraestrutura hídrica, assistência social, habitação, logística e prevenção de desastres, buscando proteger a população e fortalecer a resiliência em todo o Estado.
Este conteúdo faz parte de uma série de reportagens sobre a transição de governo conduzida pelo governador Eduardo Leite e pelo governador eleito Luciano Zucco. As matérias trazem um retrato atualizado das principais áreas do governo e são mais uma ferramenta para que a sociedade acompanhe a trajetória do Rio Grande do Sul nos últimos oito anos. Além de produzir esta série, o governo colocou no ar o Portal da Transição, entregou os Livros de Transição e realiza encontros temáticos, conforme solicitação do governo eleito (detalhes da série ao final desta reportagem).
Pandemia: ampliação da rede de saúde, vacinação e apoio econômico
O enfrentamento à covid-19 começou antes mesmo da confirmação dos primeiros casos no Rio Grande do Sul. Em janeiro de 2020, foi elaborado o plano estadual de contingência e iniciadas as ações de vigilância epidemiológica. O Laboratório Central do Estado (Lacen) passou a realizar os exames oficiais para identificação do coronavírus, enquanto o governo implantou o Modelo de Distanciamento Controlado para orientar medidas sanitárias de acordo com a situação de cada região.
Uma das principais frentes de atuação foi o fortalecimento da rede hospitalar. Em 2020, o número de leitos de UTI adulto do SUS foi ampliado em 106%, passando de 933 para 1.913 vagas. Durante o pico da pandemia, foram abertos 1.598 novos leitos, elevando a capacidade total para mais de 3,4 mil vagas. Também foram incorporados 865 respiradores à rede pública, distribuídos mais de 21 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs) e investidos R$ 32,4 milhões na implantação de centros municipais de triagem.
A campanha de vacinação, iniciada em 2021, tornou-se a maior da história do Estado. Além da distribuição de doses para todas as regiões, o governo implementou programas de incentivo à imunização e ampliou a capacidade de testagem. O Projeto Testar RS realizou mais de 749 mil laudos laboratoriais, contribuindo para o monitoramento da doença e a tomada de decisões em saúde pública.
O período também foi marcado por ações de proteção social e econômica. O Auxílio Emergencial Gaúcho contou com previsão de até R$ 107 milhões para apoiar famílias e setores atingidos pela crise. Na área cultural, R$ 74,4 milhões foram destinados por meio da Lei Aldir Blanc à manutenção de atividades e ao apoio a trabalhadores do setor.
Estiagens: reforço da segurança hídrica e apoio ao setor produtivo
Para enfrentar os impactos das sucessivas estiagens, o governo do Estado estruturou uma política voltada à ampliação da disponibilidade de água para a produção e o abastecimento rural. A principal iniciativa foi o Programa Irriga+ RS, desenvolvido em três etapas. Ao longo da gestão, foram protocolados 1.929 projetos até 20 de outubro de 2026, com previsão de até R$ 84,4 milhões em subvenções estaduais e investimentos totais de R$ 661,5 milhões, somando recursos públicos e privados. As ações viabilizaram a ampliação das áreas irrigadas em aproximadamente 33 mil hectares no Estado.
Outra medida importante foi a criação do Programa de Açudes, que recebeu quase R$ 45 milhões para ampliar a capacidade de armazenamento de água nas propriedades rurais. A iniciativa resultou na construção de 3.661 açudes distribuídos em 363 municípios. Em 2022, foi lançado o Programa de Cisternas, com investimento de R$ 11,6 milhões. A ação possibilitou a instalação de 247 estruturas em 81 cidades, garantindo água principalmente para a dessedentação animal.
Já o Programa de Poços, implementado em 2023, contou com R$ 31,3 milhões em investimentos e beneficiou cerca de 19 mil famílias em 187 municípios, ampliando o acesso à água potável em áreas rurais. As iniciativas buscaram reduzir a vulnerabilidade do setor agropecuário aos períodos de seca, fortalecer a segurança hídrica e proporcionar maior estabilidade produtiva a milhares de famílias do campo.
Enchentes: resgates, assistência humanitária e reconstrução
Os eventos meteorológicos extremos registrados em 2023 e 2024 exigiram uma mobilização sem precedentes da estrutura estadual. Nas inundações de 2023, especialmente no Vale do Taquari, foram instalados gabinetes de crise e mobilizados mais de 12 mil agentes das forças de segurança. O governo do Estado também criou programas de apoio às famílias e aos municípios atingidos, incluindo o Programa Volta por Cima, que destinou R$ 25 milhões ao auxílio direto à população afetada. Além disso, foram investidos R$ 22,5 milhões em serviços de horas-máquina e R$ 26,9 milhões na remoção e na destinação de entulhos.
Em 2024, durante a maior tragédia meteorológica da história do Estado, a resposta emergencial contou com a atuação de quase 30 mil profissionais das forças de segurança. As operações resultaram no resgate de aproximadamente 78 mil pessoas e 12 mil animais. A Defesa Civil distribuiu 6,3 mil toneladas de alimentos, 774 mil kits de higiene, 300 mil kits de limpeza e cerca de 45 mil colchões às famílias desalojadas.
Na área da saúde, foram destinados R$ 85,1 milhões a hospitais, à atenção primária e a ações emergenciais. Na educação, o governo liberou R$ 178,8 milhões para escolas da rede estadual e outros R$ 65,6 milhões para obras emergenciais de recuperação da infraestrutura escolar.
A etapa de reconstrução ganhou escala com a criação do Plano Rio Grande. A iniciativa reuniu R$ 4,1 bilhões em investimentos autorizados e passou a coordenar ações voltadas à recuperação da infraestrutura, à habitação, ao desenvolvimento econômico e à adaptação climática. Como instrumento financeiro do plano, foi criado o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), que acumulou R$ 1,9 bilhão em garantias até o final de 2024 com a suspensão de pagamentos da dívida do Estado para reverter para projetos de reconstrução.
Entre as principais ações estruturantes estão os R$ 117 milhões destinados à recuperação emergencial de rodovias, R$ 731 milhões para dragagem de hidrovias e canais navegáveis e os R$ 66,7 milhões para a aquisição de 500 módulos habitacionais temporários para famílias desabrigadas.
Além da reconstrução, o governo do Estado passou a investir em prevenção e adaptação climática. O Programa Desassorear RS recebeu aporte inicial de R$ 300 milhões, enquanto o Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres contou com investimento de R$ 70,2 milhões. As iniciativas incluem ainda a ampliação da rede de monitoramento hidrológico, a instalação de novos radares meteorológicos e o fortalecimento da estrutura regional da Defesa Civil.
As medidas adotadas ao longo desses anos evidenciam uma atuação voltada não apenas à resposta imediata às emergências, mas também a soluções permanentes para prevenir riscos, ampliar a capacidade de adaptação e proteger a população gaúcha diante de desafios sanitários e climáticos cada vez mais complexos.
Sobre a série de reportagens
A transição transparente, colaborativa e republicana conduzida pelo governador Eduardo Leite e pelo governador eleito Luciano Zucco é tema de uma série de reportagens desde o dia 3 de novembro.
As matérias trazem um retrato atualizado das principais áreas do governo e são mais uma ferramenta para que a sociedade acompanhe a trajetória do Rio Grande do Sul nos últimos oito anos. Além de produzir esta série, o governo colocou no ar o Portal da Transição, entregou os Livros de Transição e realiza encontros temáticos, conforme solicitação do governo eleito.
Esse conjunto de medidas permite que os gaúchos se informem sobre cada etapa do processo de transição de governo e da evolução ocorrida no Estado desde 2019, período marcado por quatro grandes crises: fiscal, da pandemia, das estiagens e das enchentes.
Apesar da dimensão desses desafios, o governo quitou dívidas, colocou os salários do funcionalismo em dia, realizou investimentos históricos, retomou sua capacidade de atrair novos investimentos e se fortaleceu em todas as áreas. Com a superação dos desafios e tendo encaminhado demandas históricas, agora o RS pode caminhar para o futuro a partir de uma nova realidade.
Texto: Thales Moreira/Secom
Edição: Secom