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Metodologia internacional orienta o cálculo de emissões de gases de efeito estufa na 49ª Expointer

Adoção do GHG Protocol organiza inventário e permite compensação das principais fontes de impacto da feira

Publicação:

Uma fotografia aérea colorida em plano geral e ângulo plongée (tomada por drone) exibe uma visão panorâmica e detalhada da área de máquinas e implementos agrícolas da feira a céu aberto.

**O Estande Central e a Unidade Móvel:**

* No centro-inferior da imagem, destaca-se uma edificação térrea retangular com paredes laterais laranjas e teto de zinco cinza, com um grande balão inflável esférico laranja fixado no topo.
* Logo ao lado da estrutura, encontra-se estacionada a unidade móvel baú com a inscrição **"CARRETAS DO SABER"** em destaque na lateral azul e branca, com toldos estendidos para recepção.
* Ao redor desse estande, circulam pedestres e visitantes por ruas de terra batida e cascalho claro, entre pequenas tendas de descanso com guarda-sóis brancos.

**Maquinários e Estandes ao Redor:**

* À direita e na parte inferior, concentra-se uma expressiva exposição de pesados maquinários agrícolas em tons vivos: grandes pulverizadores autopropelidos e colheitadeiras vermelhas e laranjas, além de plantadeiras e tratores azuis e amarelos alinhados em fileiras.
* À esquerda e ao centro, estendem-se dezenas de estandes comerciais com tendas e pavilhões modulares brancos de coberturas pontiagudas ou planas, exibindo implementos agrícolas menores, tratores, caçambas e carretas vermelhas. Um dos estandes principais ao fundo traz a marca **"LS Tractor"** em um galpão azul e branco.

**O Entorno e Linha do Horizonte:**

* Na parte superior da composição, além do limite das ruas da feira, estende-se um imenso bolsão de estacionamento com milhares de veículos alinhados.
* Ao fundo, avistam-se áreas planas de várzea e espelhos d'água com vegetação baixa, além de uma alta torre/chaminé vertical à direita sob a linha do horizonte.
* O céu é limpo e azul-claro com suave bruma ao longe, iluminado plenamente pela luz do sol do meio-dia.
Metodologia dá prioridade às ações mais relevantes, organizadas em macroatividades - Foto: Mauro Nascimento/Secom

A neutralização das emissões de gases de efeito estufa na 49ª Expointer segue uma metodologia reconhecida internacionalmente: o GHG Protocol. O padrão orienta o cálculo das emissões a partir das principais fontes de impacto do evento, permitindo a elaboração de um inventário confiável e comparável. A feira ocorre até domingo (6/9), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. 

A metodologia prioriza as ações mais relevantes, organizadas em macroatividades, em vez de tratar cada fonte de forma isolada. Esse modelo possibilita uma visão integrada das emissões geradas durante a realização da feira e orienta as etapas de quantificação e compensação.   

O levantamento considera fontes como consumo de energia elétrica, de água e geração de resíduos. No caso dos animais, a contabilização ocorre de forma indireta: entram no cálculo apenas as emissões relacionadas ao transporte até o parque, sem incluir as emissões biológicas. A conta também considera o período de pré-montagem e desmontagem da feira. Todas as fontes são convertidas em dióxido de carbono equivalente (CO₂e), o que permite consolidar os dados em uma única métrica.   

Já os visitantes que quiserem participar, podem calcular a sua própria emissão de carbono por meio de QR Codes e totens interativos disponíveis no parque. Aqueles que participarem da iniciativa poderão ter sua pegada de carbono neutralizada junto com as medições das macroatividades da feira.  

Com o inventário concluído, a neutralização é realizada por meio da compensação das emissões que não puderam ser evitadas. Esse processo ocorre com a aquisição e aposentadoria de créditos de carbono certificados. Na Expointer 2026, os créditos foram adquiridos pela empresa CRVR, selecionada por edital de chamamento público da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).   

Os créditos de carbono correspondem a reduções ou remoções de gases de efeito estufa geradas em outros projetos ambientais. Dessa forma, o modelo adotado busca equilibrar o total de emissões das macroatividades do evento com o volume compensado, dentro de uma abordagem padronizada e alinhada às práticas internacionais. O mesmo modelo já foi aplicado em outros eventos, como a Fenasoja.  

Texto: Tamires Tuliszewski/Ascom Sema 
Edição: Secom

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