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Em São Paulo, Leite e Alckmin discutem projetos estratégicos para o desenvolvimento econômico do RS

Encontro abordou projeto Natureza da CMPC, Zona de Processamento de Exportação e oferta de gás natural

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Em São Paulo, Leite e Alckmin discutem projetos estratégicos para o desenvolvimento econômico do RS
Eduardo Leite, Geraldo Alckmin e Eduardo Lorea (vice-presidente da Invest RS) se reuniram em São Paulo - Foto: Ascom Invest RS

O governador Eduardo Leite se reuniu com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na sede da Invest RS, em São Paulo, para tratar de projetos estratégicos para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. A agenda abordou investimentos em infraestrutura, atração de novos empreendimentos e iniciativas para ampliar a competitividade do Estado. 

Um dos principais assuntos foi o projeto da CMPC para a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, com investimento estimado em R$ 27 bilhões. O governo estadual acompanha as tratativas relacionadas ao componente indígena do licenciamento ambiental, cuja manifestação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) é uma etapa necessária para que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) possa emitir a licença prévia do empreendimento. 

“Conversamos sobre grandes projetos que estão sendo viabilizados no Estado para investimentos. Tratamos do projeto da celulose da CMPC e estamos acompanhando o encerramento das tratativas da empresa com a Funai. Temos a expectativa de que isso tenha resolução nos próximos dias”, afirmou Leite. 

Além da fábrica, o projeto da CMPC prevê a construção de um terminal próprio no Porto do Rio Grande para apoiar a logística de escoamento da produção. A unidade industrial tem capacidade projetada de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A implantação do terminal portuário integra as iniciativas de infraestrutura associadas ao empreendimento. 

Zona de Processamento de Exportação 

Outro tema da reunião foi a estruturação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Serviços e Infraestrutura Digitais do Rio Grande do Sul. Publicado na quinta-feira (15/10) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o termo de referência estabelece as diretrizes para a seleção pública de uma empresa privada que apoiará a estruturação e a futura implantação e administração da zona.  

A iniciativa busca atrair investimentos em data centers, computação em nuvem, processamento de dados, inteligência artificial e outros serviços digitais destinados à exportação. O modelo prevê que os investimentos, os custos de implantação e a operação sejam de responsabilidade privada, sem aporte financeiro direto do Estado. Após a seleção, a proposta de criação da ZPE ainda precisará ser submetida à análise das instâncias federais competentes. 

“A expectativa é que, até dezembro, o Estado tenha uma empresa privada selecionada para apoiar a estruturação do projeto, que vamos apresentar ao conselho nacional responsável pela análise das Zonas de Processamento de Exportação. Adiantei ao vice-presidente os pontos dessa iniciativa”, afirmou o governador. 

Gás natural e pagamento da dívida 

Leite também tratou com o vice-presidente do projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com a EDGE, empresa do grupo Compass, para ampliar a oferta de gás natural no Rio Grande do Sul. O memorando de entendimento assinado em setembro prevê o aprofundamento dos estudos para a implantação de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) no Porto do Rio Grande, criando uma nova rota de abastecimento para o Estado.  

A iniciativa tem potencial para gerar investimentos de até R$ 1 bilhão e busca diversificar as fontes de suprimento, ampliar a segurança energética e aumentar a competitividade da indústria gaúcha, favorecendo a atração de novos empreendimentos. 

A reunião também abordou a possibilidade de extensão do prazo de suspensão para pagamento da dívida do Estado com a União que deu origem ao Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O objetivo é o financiamento em larga escala de iniciativas de irrigação, para fortalecer a produção agropecuária e aumentar a resiliência do setor diante de períodos de estiagem. 

Texto: Carlos Ismael Moreira/Secom 
Edição: Secom 

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